quinta-feira, 30 de julho de 2009

Adeus

Estas suas palavras,
Colocadas tristemente à mesa
No café da manhã
Descolorem o que com tanta
Paz e
Vontade,
Tu construíste.
Estes alicerces rígidos
Que achavas que nunca
Abalariam-se,
Derrubavam-se por partes,
Areia,
Pensamento,
Blocos,
Solidão.
Tua imagem em minha cabeça.
Tua ida,
Vinda.
Tua inconstância
E o meu não...



(Esta poesia poderia ser musicada)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O Imaculado


A permanência do imaculado é a distância.

Ao longe tudo é intangível.

Para o toque a imagem some,

o que sobra são apenas impressões.

Eis o imaculado em sua total solidão.

Aquele que não sofre o toque,

torna-se incapaz de ser sensível,

Vira prisioneiro de sua própria ilusão.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

O Poeta


Faltou-lhe a a sensação
que permeia todo poeta perante sua obra.
Aquele brilho,
iluminação momentânea.
O contato com outro plano,
onde o poeta busca suas idéias.
Maldito é o poeta que não trata sua obra com devido respeito.
Bom poeta é aquele que entende que uma boa poesia,
é,
antes de tudo,
um amontoado de idéias,
onde cada oração expressa um sentimento.
O corpo da poesia, ou seja, o todo é um entendimento que sobrepõe o papel,
que até mesmo eleva-se acima do próprio produtor da obra.
A poesia torna-se viva.
Superior ao poeta,
lá está ela ao lado dos prazeres,
das musas,
dos deuses,
a dançar sob as nuvens.
Poeta que é poeta age com humildade perante sua obra.
E, espera, seja dias ou noites pelo contato com a inspiração.
Inspiração esta, que coloca o poeta sentado na mesma cadeira que a poesia se aconchega.
O poeta é o eterno perseguidor da poesia.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Para tudo e todos


Para aqueles que buscam a felicidade
um dia, talvez,
o encontro.
Para os corações desolados,
sorrisos e paz sem fim.
Para os que tentaram,
a paz do caminho que segue...
Para os amantes,
a rosa da paixão
e a venda aos olhos.
Para o sofrimento,
silêncio e compreensão.
Para os amigos,
a palavra que consola.
E para a dor que não cessa,
O Sol.