quarta-feira, 26 de março de 2014

Precipitação

Saia,
todos os direitos reservados ao dono(a) da imagem.
feche a porta,
dê - me nome,
limpa o rosto,
segue tonto,
mas siga.
Não determine,
não precisa.


Volte,
abra a porta,
não me diga,
não me tente.
Suje o rosto com batom,
segue amando,
determinado.

Sal nos olhos,
descendo, 
cometa,
sol, 
estrela,
Lembranças,
no mar ,agitando-se
pronta para engoli-lo.
Afunda teus olhos na água,
Vê!

Ainda amo você.

Agora, 
Vá!


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Abraça-me, solidão.

Só retorno aqui quando meu nível de aprofundamento sobre minha vida está lotado de informações e indagações.
Estou retornando a essa casa, não tão sombria quanto antes, mas cheia de desesperanças e esperança para com a frieza do amadurecimento pessoal e emocional, cheia de dores por dentro e que nenhum antidepressivo pode resolver, apenas as palavras ditas com confiança para eu mesma, jogada novamente neste lugar, onde deixei pensamentos antigos que fizeram de mim, leal a quem eu amava e fiel ao que eu achava certo.Tanto tempo se passou e por onde você estava inspiração?Esperou, certamente, que eu desejasse novamente estar aqui. Percebeu que meu desespero de ter voz em algum lugar neste mundo de falsidade quisesse ser verdade para ouvidos sinceros (ou até mesmo os mentirosos). Esperou que me afundasse novamente no buraco da solidão fatídica e silenciosa. Aqui retorno solidão, você que me convida novamente à introspecção, aqui retorno.
Deixo meu nome contigo, gravado em teu coração.
Mais uma temporada em teu lago profundo e sem fim.
Abraço-te, solidão.
Abraça-me...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Adeus

Estas suas palavras,
Colocadas tristemente à mesa
No café da manhã
Descolorem o que com tanta
Paz e
Vontade,
Tu construíste.
Estes alicerces rígidos
Que achavas que nunca
Abalariam-se,
Derrubavam-se por partes,
Areia,
Pensamento,
Blocos,
Solidão.
Tua imagem em minha cabeça.
Tua ida,
Vinda.
Tua inconstância
E o meu não...



(Esta poesia poderia ser musicada)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O Imaculado


A permanência do imaculado é a distância.

Ao longe tudo é intangível.

Para o toque a imagem some,

o que sobra são apenas impressões.

Eis o imaculado em sua total solidão.

Aquele que não sofre o toque,

torna-se incapaz de ser sensível,

Vira prisioneiro de sua própria ilusão.