quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Abraça-me, solidão.

Só retorno aqui quando meu nível de aprofundamento sobre minha vida está lotado de informações e indagações.
Estou retornando a essa casa, não tão sombria quanto antes, mas cheia de desesperanças e esperança para com a frieza do amadurecimento pessoal e emocional, cheia de dores por dentro e que nenhum antidepressivo pode resolver, apenas as palavras ditas com confiança para eu mesma, jogada novamente neste lugar, onde deixei pensamentos antigos que fizeram de mim, leal a quem eu amava e fiel ao que eu achava certo.Tanto tempo se passou e por onde você estava inspiração?Esperou, certamente, que eu desejasse novamente estar aqui. Percebeu que meu desespero de ter voz em algum lugar neste mundo de falsidade quisesse ser verdade para ouvidos sinceros (ou até mesmo os mentirosos). Esperou que me afundasse novamente no buraco da solidão fatídica e silenciosa. Aqui retorno solidão, você que me convida novamente à introspecção, aqui retorno.
Deixo meu nome contigo, gravado em teu coração.
Mais uma temporada em teu lago profundo e sem fim.
Abraço-te, solidão.
Abraça-me...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Adeus

Estas suas palavras,
Colocadas tristemente à mesa
No café da manhã
Descolorem o que com tanta
Paz e
Vontade,
Tu construíste.
Estes alicerces rígidos
Que achavas que nunca
Abalariam-se,
Derrubavam-se por partes,
Areia,
Pensamento,
Blocos,
Solidão.
Tua imagem em minha cabeça.
Tua ida,
Vinda.
Tua inconstância
E o meu não...



(Esta poesia poderia ser musicada)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O Imaculado


A permanência do imaculado é a distância.

Ao longe tudo é intangível.

Para o toque a imagem some,

o que sobra são apenas impressões.

Eis o imaculado em sua total solidão.

Aquele que não sofre o toque,

torna-se incapaz de ser sensível,

Vira prisioneiro de sua própria ilusão.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

O Poeta


Faltou-lhe a a sensação
que permeia todo poeta perante sua obra.
Aquele brilho,
iluminação momentânea.
O contato com outro plano,
onde o poeta busca suas idéias.
Maldito é o poeta que não trata sua obra com devido respeito.
Bom poeta é aquele que entende que uma boa poesia,
é,
antes de tudo,
um amontoado de idéias,
onde cada oração expressa um sentimento.
O corpo da poesia, ou seja, o todo é um entendimento que sobrepõe o papel,
que até mesmo eleva-se acima do próprio produtor da obra.
A poesia torna-se viva.
Superior ao poeta,
lá está ela ao lado dos prazeres,
das musas,
dos deuses,
a dançar sob as nuvens.
Poeta que é poeta age com humildade perante sua obra.
E, espera, seja dias ou noites pelo contato com a inspiração.
Inspiração esta, que coloca o poeta sentado na mesma cadeira que a poesia se aconchega.
O poeta é o eterno perseguidor da poesia.