terça-feira, 10 de novembro de 2015
O Maldito
Esquizofrenia
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Fôlego
é notório na poesia que decreto.
Em agonia, não pretendo sorrir,
transbordo letras.
Declaro fonte viva,
verbo pulsante que vibra,
escrituras sagrada-humanas,
tábulas da lei que não convencem,
por conseguinte não é esse o desejo.
É apenas vulnerabilidade transcorrida no papel.
Escrevo como se fosse a última dose,
Como faca que atravessa o coração
e sangue pulsante escorrendo pelo colchão.
Esse é meu testamento pro' mundo que esquecerá que presente estive.
Mesmo entre vermes e areia,
estarei viva em meus entes,
Estarei viva nos beijos que dei naquele dia,
Na minha cria,
Na palavra dita,
No amor que doei
E na Poesia.
(Lê, por favor, os marcados em negrito. Obrigada.)
A carta que não foi enviada
lembro das tuas mãos em meus pés,
do cheiro de nicotina e suor,
da cor da sua pele e boca.
Lembranças de tardes ao lado seu,
que agora arrancam de mim a sanidade.
Eu queria poder destruir
cada fotografia mental criada
e descartar cada palavra mentirosa lançada.
Querido,
você ainda existe em mim.
Aquele xadrez lindo que você usava fui eu quem escolhi.
As influências que você largou no meu peito
agora apertam tão forte
que minhas lágrimas esguicham sua memória.
Sua mulher.
quinta-feira, 27 de março de 2014
Tédio
sem graça
de fazer o que tiver
e desvontade máxima
de viver.
Dúvida constante
da onde ir,
de quem falar,
do que escrever,
falta de entretenimento,
repetidas vezes zero,
amigos sem graça,
livros já lidos e relidos,
papel escrito e jogado fora,
sem extremo de nada,
vontade louca que dá e passa,
que vai e volta,
que espanca e amortece,
apenas sente e amorna,
do que esperar,
do que se sabe e se espera,
da vida que acontece
sem ao menos fazer ruído.
É a espera insana de algo que nunca irá ser
ou se fazer estar.
Eis que para o nada retorna, ao mínimo
ato de consolidar,
a vontade morta.
quarta-feira, 26 de março de 2014
Precipitação
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Abraça-me, solidão.
Só retorno aqui quando meu nível de aprofundamento sobre minha vida está lotado de informações e indagações.Estou retornando a essa casa, não tão sombria quanto antes, mas cheia de desesperanças e esperança para com a frieza do amadurecimento pessoal e emocional, cheia de dores por dentro e que nenhum antidepressivo pode resolver, apenas as palavras ditas com confiança para eu mesma, jogada novamente neste lugar, onde deixei pensamentos antigos que fizeram de mim, leal a quem eu amava e fiel ao que eu achava certo.Tanto tempo se passou e por onde você estava inspiração?Esperou, certamente, que eu desejasse novamente estar aqui. Percebeu que meu desespero de ter voz em algum lugar neste mundo de falsidade quisesse ser verdade para ouvidos sinceros (ou até mesmo os mentirosos). Esperou que me afundasse novamente no buraco da solidão fatídica e silenciosa. Aqui retorno solidão, você que me convida novamente à introspecção, aqui retorno.
Deixo meu nome contigo, gravado em teu coração.
Mais uma temporada em teu lago profundo e sem fim.
Abraço-te, solidão.
Abraça-me...
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Adeus
Colocadas tristemente à mesa
No café da manhã
Descolorem o que com tanta
Paz e
Vontade,
Tu construíste.
Estes alicerces rígidos
Que achavas que nunca
Abalariam-se,
Derrubavam-se por partes,
Areia,
Pensamento,
Blocos,
Solidão.
Tua imagem em minha cabeça.
Tua ida,
Vinda.
Tua inconstância
E o meu não...
quinta-feira, 16 de julho de 2009
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
O Poeta

que permeia todo poeta perante sua obra.
Aquele brilho,
iluminação momentânea.
O contato com outro plano,
onde o poeta busca suas idéias.
Maldito é o poeta que não trata sua obra com devido respeito.
Bom poeta é aquele que entende que uma boa poesia,
é,
antes de tudo,
um amontoado de idéias,
onde cada oração expressa um sentimento.
O corpo da poesia, ou seja, o todo é um entendimento que sobrepõe o papel,
que até mesmo eleva-se acima do próprio produtor da obra.
A poesia torna-se viva.
Superior ao poeta,
lá está ela ao lado dos prazeres,
das musas,
dos deuses,
a dançar sob as nuvens.
Poeta que é poeta age com humildade perante sua obra.
E, espera, seja dias ou noites pelo contato com a inspiração.
Inspiração esta, que coloca o poeta sentado na mesma cadeira que a poesia se aconchega.
O poeta é o eterno perseguidor da poesia.
sábado, 13 de dezembro de 2008
Para tudo e todos

um dia, talvez,
o encontro.
Para os corações desolados,
sorrisos e paz sem fim.
Para os que tentaram,
a paz do caminho que segue...
Para os amantes,
a rosa da paixão
e a venda aos olhos.
Para o sofrimento,
silêncio e compreensão.
Para os amigos,
a palavra que consola.
E para a dor que não cessa,
O Sol.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Transmutação
Estava perdido.
Meus medos gritavam.
Perturbavam- me.
Porém, quando me achei cessaram-se os gritos.
Estava dentro de mim.
Aquele que não deixava ser, por ter medo de não tentar, deixei ir.
Aquele que prendi sob aspectos de um sentimento antigo,
Deixei ir.
Estava na sala sentada.
Deus estava a minha frente
Falava-me sobre o sol e a lua.
Antes ele ficava a porta,
Batia todos os dias esperando que eu abrisse.
Até o dia que resolvi perceber quem batia.
Até lá não entendia as palavras, não escutava.
Achei que sabia de tudo,
Até perceber que não sabia absolutamente nada sobre nada
Aprendi a viver,
Não há mais medo no coração.
Não há mais angústia
Não há sofrimento.
Há apenas oportunidades para crescimento.
Não há amor débil.
Há amor que se entende apenas pelo amor, não pela face do alheio.
Estava livre, por fim,
Sentia-me feliz.
Estava em paz.
Transmutei-me.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Sua incerteza
Deu-me suores plásticos,
Sorrisos amarelos,
Sofridas vozes,
Interruptas dores.
Sua incerteza manchou meu cotidiano
Deplorou-me.
Fez-me suja como lixo.
I-m-p-u-r-a.
O alcance de tuas palavras deixou-me surda.
O contato contigo fez de mim burra, tonta, sonsa...
E pela primeira vez em anos de existência,
pude finalmente compreender o que é mais importante.
A sua incerteza trouxe-me certezas,
nestas irei me debruçar.
Aprendi a viver pelas incertezas,
para poder viver pelas certezas
Quando eu precisar andar só por caminhos agrestes,
usarei da certeza que você fez crescer em mim.
E mesmo que vago em minha memória,
sua face irá permanecer,
como um retrato esquecido na sala.
Lembrarei de você rapidamente.
Darei um sorriso singelo,
Recordando-me no tempo em que “minhas mãos foram suas com calma”.
Obrigada.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Enamorados
Amigo,
Filho;
Pai;
Irmão;
Tudo que me pede, eu faço.
Se quiseres que eu vá,
Peça-me que irei sem pensar.
Só não peça para deixar-me,
Esquecer-me de mim.
Eu não poderia te dar felicidade se não a ofereço a mim.
Confio em mim antes de ti, meu amor.
Dou-te minha confiança e a esperança que tu sejas maior do que eu.
Deixo-te livre para voar,
Descobrir suas limitações e encontrar-se contigo.
Ali estarei eu,
ao teu lado buscando também eu mesma.
Teu espaço será da forma que imaginar,
Meu espaço ao teu lado é respeitar o seu.
Fico do teu lado calada quando vejo que precisas de ouvido.
Beijo-te apaixonada quando seus lábios encontram o meu.
E caso um dia você decida ir,
Ficarei grata pelo tempo que passei e pelos sacrifícios feitos por você.
Pois tanto em você quanto em mim confio, para saber,
que este dia nunca chegará...



